Não é a primeira vez que a Sprout Pharmaceuticals propõe a flibanserina à FDA, mas tem sido recusado devido à falta de prova de eficácia e efeitos secundários, nomeadamente sonolência, fadiga, tonturas e náuseas. Importa esclarecer que a expressão “Viagra para mulheres” refere-se ao efeito (estimulação sexual) e não ao princípio ativo do medicamento. Enquanto a sildenafila (princípio ativo do Viagra) tem um efeito vasodilatador, “a falta de desejo sexual nas mulheres no período que antecede a menopausa é explicado por alterações nos neurotransmissores”, de acordo com Stephen Stahl, professor adjunto de psiquiatria da Universidade da Califórnia.

Não é uma solução para todos

Dois dias após o anúncio, a empresa que desenvolveu a droga, a americana Sprout Pharmaceuticals, foi vendida para a canadense Valeant Pharmaceuticals por US$ 1 bilhão. >> "Quero desejar meu marido outra vez"A conquista da cobiçada pílula rosa – uma referência à azul, do Viagra – chama a atenção para problemas sexuais femininos que, por muito tempo, permaneceram em segundo plano na pesquisa científica. Porém, para um grupo numeroso de especialistas, ainda é cedo para comemorar. Eles acreditam que o medicamento pode trazer mais sombras do que luz à sexualidade feminina. “Há muitos perigos em potencial”, afirma o australiano Ray Moynihan, que pesquisa o uso excessivo de medicamentos na Universidade Bond.

“As mulheres sofrem bastante com a falta de libido, e praticamente em silêncio, por uma condição estigmatizada”

>> A guerra pelo "Viagra feminino"Ao solicitar a aprovação à FDA, a agência reguladora que influencia as demais ao redor do mundo, a Sprout foi específica. Isso não impede que qualquer mulher queira usar o medicamento. A droga é destinada a tratar uma condição chamada transtorno do desejo sexual hipoativo, em mulheres na pré-menopausa. Ele é caracterizado pela ausência de desejos ou fantasias sexuais, desde que isso cause sofrimento. O problema é que essa condição não existe mais. A flibanserina permite a regulação desses processos. O Viagra teve uma consequência social importante, ao transformar a forma como os homens (e os casais) encararam a sexualidade, adiando prazos fisiológicos por um lado, resolvendo problemas de saúde, por outro. A indústria farmacêutica está a manipular os efeitos dos ciclos naturais (andropausa e a menopausa) mas o desequilíbrio entre a resposta a homens e mulheres é grande. O movimento Even The Score sublinha a desigualdade e exige mais investimento no desenvolvimento de terapias para mulheres. Este grupo já reuniu mais de duas dezenas de milhares de assinaturas numa petição online que pressiona a FDA a libertar este (e outros) medicamento para o mercado. No manifesto pode ler-se que “há 26 tratamentos [para a disfunção sexual] disponíveis para homens e nenhum para mulheres”.

Especialidade Onde consultar O que esperar Encaminhamento necessário
Medicina Geral e Familiar Centro de Saúde Avaliação inicial e exclusão de causas orgânicas Consulta direta sem encaminhamento
Ginecologia Hospital público Avaliação hormonal e do pavimento pélvico Encaminhamento pelo médico de família
Psiquiatria Hospital público ou privado Avaliação de depressão e ansiedade Encaminhamento pelo médico de família
Sexologia Clínica Consulta privada ou hospitalar Abordagem integrada do casal e terapia sexual Encaminhamento ou marcação direta

E sublinha: “Quando nos concentramos na mulher, toda a família beneficia”.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
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Viagra Professional100mg20 comprimidos71.14€ 67.75€
Viagra Oral Jelly100mg10 saquetas46.36€ 44.15€
Viagra Genérico150mg270 + 10 comprimidos326.61€ 311.06€
Viagra Genérico50mg90 + 6 comprimidos107.37€ 102.26€
Viagra Super Active100mg10 comprimidos28.76€ 27.39€
Viagra Professional100mg30 comprimidos88.92€ 84.69€
Viagra Genérico100mg120 + 6 comprimidos149.50€ 142.38€
Viagra Genérico50mg270 + 8 comprimidos198.48€ 189.03€
Viagra Super Active100mg60 + 8 comprimidos116.84€ 111.28€
Viagra Genérico50mg30 + 4 comprimidos54.26€ 51.68€
Viagra Genérico150mg60 + 4 comprimidos111.25€ 105.95€
Viagra Genérico25mg90 + 6 comprimidos105.03€ 100.03€
Viagra Super Active100mg30 + 6 comprimidos64.09€ 61.04€
Viagra Genérico100mg20 comprimidos45.58€ 43.41€

O Egito se tornou o primeiro país árabe a autorizar a produção e venda de uma droga destinada a aumentar a libido feminina.

Categoria Causa específica Impacto na resposta sexual
Hormonal Menopausa e diminuição do estrogénio Secura vaginal e diminuição da libido
Psicológica Depressão e ansiedade Redução do desejo e da excitação
Medicamentosa Antidepressivos ISRS Anorgasmia e diminuição da libido
Relacional Conflitos conjugais Falta de intimidade e desejo
Fisiológica Doenças crónicas como diabetes Diminuição da lubrificação e sensibilidade

A jornalista Sally Nabil, correspondente da BBC, investiga se há mercado para o medicamento em um país tão conservador socialmente. "Fiquei sonolenta e tonta, e meu coração estava acelerado." Foi assim que Leila (nome fictício) se sentiu depois de tomar seu primeiro comprimido de Flibanserin, o chamado "Viagra feminino". O uso do medicamento foi autorizado pela primeira vez nos EUA há quase três anos, e agora está sendo fabricado no Egito por uma empresa farmacêutica local. Leila é uma dona de casa conservadora na faixa de 30 anos. Ela prefere não revelar a identidade, assim como outras mulheres, uma vez que falar sobre problemas e necessidades sexuais ainda é um tabu no Egito. Após quase 10 anos de casada, ela diz que decidiu tomar o medicamento "por mera curiosidade". Leila, que não tem problemas de saúde, comprou o remédio sem receita médica - uma prática muito comum no Egito, onde as pessoas podem adquirir diversos medicamentos sem receita. "O farmacêutico me disse para tomar um comprimido todas as noites por algumas semanas.

  • A terapia sexual com psicólogos especializados em sexologia clínica é uma abordagem eficaz e disponível em Portugal.
  • Exercícios de Kegel podem melhorar a circulação pélvica e a sensibilidade durante a relação sexual.
  • A comunicação aberta com o parceiro sobre preferências e dificuldades é essencial para melhorar a vida sexual.
  • Reduzir o consumo de álcool e tabaco tem um impacto positivo comprovado na função sexual feminina.
  • O sono adequado e a gestão do stress são factores fundamentais para manter um desejo sexual saudável.

E disse que não haveria efeitos colaterais", diz ela. "Meu marido e eu queríamos ver o que aconteceria.

Possíveis efeitos colaterais

Em 2013, o termo mudou de nome no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais dos Estados Unidos, a bíblia da psiquiatria mundial. A mudança revela a dificuldade de entender a libido feminina: não é que muitas mulheres não sintam desejo. Às vezes, ele aparece depois da excitação erótica, e não o contrário, como se pensava. “Menos de 5% das mulheres não têm desejo sexual algum”, diz a americana Emily Nagoski, especialista em comportamento sexual. “Cerca de 30% têm o chamado desejo responsivo: precisam ser excitadas antes.

O medicamento que gera controvérsia

Mas elas e os parceiros não criam clima.” Especialistas como Emily temem que a pílula rosa seja encarada como uma solução milagrosa, que desestimule as mulheres a se conhecer e a conversar com os parceiros. “Esse medicamento não atua nas causas reais do problema, que geralmente são repressão sexual, insegurança com o próprio corpo e falta de intimidade.” >> Elisabete Oliveira: “O amor sem sexo é possível”Ainda há o risco de a propaganda do medicamento criar padrões ideais – e irreais – de desejo. “Não existe nível normal de libido, isso é uma invenção da indústria”, diz a médica americana Adriane Fugh-Berman, que estuda estratégias de marketing da indústria farmacêutica na Universidade Georgetown. Existe o temor de que as campanhas de conscientização levem mulheres até então satisfeitas a questionar sua frequência sexual. “A propaganda da indústria é feita para incitar pessoas felizes a perguntar aos médicos se elas também não precisam se tratar”, diz Cindy Pearson, diretora da entidade americana Rede Nacional pela Saúde da Mulher. Tentei uma vez e nunca mais farei isso novamente." As taxas de divórcio estão aumentando no Egito, e algumas reportagens da imprensa local atribuem a problemas sexuais entre os casais. A fabricante local de Flibanserin diz que três em cada dez mulheres no país têm baixo desejo sexual. Mas esses números são apenas estimativas aproximadas - é difícil encontrar estatísticas deste tipo no país.

Sertralina: para que serve, como usar e efeitos colaterais

O caminho tortuoso do Addyi até sua aprovação é um termômetro da polêmica que cerca a nova droga. A flibanserina, seu princípio ativo, foi testada como antidepressivo pela primeira vez em 2009 por uma das grandes da indústria, a alemã Boehringer Ingelheim. O efeito antidepressivo não apareceu no teste, mas mulheres relataram aumento de libido. A empresa pediu à FDA para aprovar a droga como tratamento para a falta de desejo, mas os resultados não convenceram a agência. O aumento no número de relações sexuais satisfatórias das mulheres que tomaram a droga em relação às que ingeriram uma substância sem ação foi mínimo.

6. Ginseng

Elas tiveram 0,8 relação sexual a mais, muito pouco, segundo a FDA, para compensar possíveis efeitos colaterais. A Boehringer desistiu da droga e a vendeu ao casal Cindy e Robert Whitehead – hoje os felizes e bilionários ex-donos da Sprout. A pequena empresa fez outros testes, mais uma vez recusados pela FDA, que pediu estudos adicionais. >> Walcyr Carrasco: Sexo como vícioEnquanto eles eram realizados, em 2014, surgiu um movimento de organizações de mulheres americanas, financiado pela Sprout e por outras farmacêuticas, chamado Even the Score (algo como Empate o Jogo). O grupo acusava a FDA de preconceito de gênero por nunca ter aprovado uma droga para problemas femininos. "Este tratamento é muito necessário aqui - é uma revolução", diz Ashraf Al Maraghy, representante da empresa. Maraghy diz que a droga é segura e eficaz e que qualquer sintoma como tontura e sonolência vai desaparecer com o tempo - mas muitos farmacêuticos e médicos discordam.

  • O termo "Viagra feminino" é enganador porque o Viagra actua no fluxo sanguíneo do pénis, um mecanismo diferente da resposta feminina.
  • Estudos com sildenafil (princípio activo do Viagra) em mulheres mostraram resultados limitados e inconsistentes.
  • Apenas em casos muito específicos de disfunção sexual relacionada com a circulação sanguínea o sildenafil pode ser útil.
  • Nenhum médico português prescreverá Viagra a uma mulher para uso off-label sem uma avaliação cuidadosa.

Um farmacêutico entrevistado pela reportagem avisou que a droga poderia baixar a pressão arterial para "níveis alarmantes" e poderia ser problemática para pessoas com doenças cardíacas e hepáticas. Murad Sadiq, que administra uma farmácia no norte do Cairo, diz que sempre explica os efeitos colaterais para os clientes, mas que "eles ainda insistem em comprar" a droga. "Cerca de 10 pessoas por dia chegam aqui para comprar o remédio. As mulheres são muito tímidas para pedir isso." Dentro da farmácia de Sadiq, reparei em um anúncio que se referia ao Flibanserin como "pílula rosa". Uma versão feminina da "pílula azul" - termo usado para fazer referência ao Viagra para homens.

O fracasso da primeira onda de pesquisas

Os homens, por sua vez, contavam com 26 (algumas, como o Viagra, com efeitos colaterais graves, como interação perigosa com outros remédios). Coincidência ou não, meses após o barulho, a FDA aprovou a flibanserina. “Criou-se um precedente perigoso que sugere que uma campanha agressiva de relações públicas é parte do processo de aprovação”, diz Leonore Tiefer, líder do grupo The New View Campaign, que acusa a Even the Score de mudar os critérios de aprovação de drogas, de científicos para políticos. Não há previsão, porque a Anvisa não informa se o processo está em andamento.O mecanismo de ação do Addyi permanece desconhecido, sua eficácia polêmica e há efeitos colaterais importantes. Ele pode provocar quedas de pressão e desmaios e não deve ser combinado com álcool.

Viagra feminino chega ao mercado em setembro

Mas também é possível olhar pelo lado cor-de-rosa da questão. A repercussão pode despertar as mulheres para conhecer a própria sexualidade. “Que elas possam ter mais prazer, com ou sem medicamentos.” O Viagra foi posto à venda em 1998 e concretizou a promessa de resolver (ou ajudar a resolver) os problemas de disfunção erétil nos homens de meia-idade. Em simultâneo, cientistas e empresas farmacêuticas têm procurado uma fórmula para viagra preco infarmed o correspondente feminino — a diminuição do desejo sexual particularmente associada à fase pré-menopausa. A Sprout Pharmaceuticals anunciou uma nova submissão à FDA (Food and Drug Administration, a entidade governamental norte-americana que regula os medicamentos, cosméticos e alimentos) de uma droga chamada flibanserina, um medicamento não hormonal para toma diária destinado a contrariar a falta de desejo sexual feminino. Mas o fabricante diz que a expressão "Viagra feminino" é imprecisa. "A mídia apresentou esse nome, não fomos nós", diz Maraghy.