As perguntas, em geral, pretendem aferir o risco cardiovascular, bem como a existência de outras doenças e de interações medicamentosas. A informação recolhida permite concluir se o medicamento pode ou não ser dispensado ao utente. De modo a garantir a privacidade no momento de aplicação do protocolo de dispensa e da checklist, para que a pessoa possa responder sem constrangimentos, o atendimento deve ser realizado num gabinete e não ao balcão.

Dosagem do Viagra: como tomar, quando usar e qual a dose máxima?

De acordo com o protocolo, o sildenafil de 50 mg de venda livre apenas pode ser dispensado a homens com 18 anos ou mais que sofram de disfunção erétil, isto é, dificuldade persistente em manter uma ereção suficiente para permitir um desempenho sexual satisfatório. Além disso, impõe uma série de restrições à toma.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
Viagra Genérico50mg360 + 10 comprimidos225.33€ 214.60€
Viagra Genérico25mg120 + 6 comprimidos125.56€ 119.58€
Viagra Original100mg64 + 4 comprimidos264.15€ 251.57€
Viagra Genérico200mg60 + 4 comprimidos125.19€ 119.23€
Viagra Professional100mg30 comprimidos88.92€ 84.69€
Viagra Genérico150mg360 + 10 comprimidos423.48€ 403.31€
Viagra Genérico200mg180 + 10 comprimidos277.56€ 264.34€
Viagra Genérico25mg180 + 6 comprimidos154.93€ 147.55€
Viagra Original100mg12 comprimidos72.54€ 69.09€
Viagra Super Active100mg360 + 30 comprimidos470.93€ 448.50€
Viagra Original100mg8 comprimidos59.84€ 56.99€

Assim, não devem usar Viagra e respetivos genéricos não sujeitos a receita médica homens que, entre outras condições: têm alergia ao sildenafil ou a outro componente do fármaco; tomam uma dose diferente de sildenafil ou estão a fazer outro tratamento para a disfunção erétil; têm problemas cardiovasculares, como os que sofreram um acidente vascular cerebral ou enfarte do miocárdio há menos de seis meses ou tenham histórico familiar destas doenças; sentem falta de ar significativa ou dores no peito ao fazer atividade física ligeira ou moderada, como caminhar em passo rápido durante 20 minutos ou subir dois lanços de escadas; têm hipotensão, isto é, tensão arterial inferior a 90/50 milímetros de mercúrio (mmHg); têm deformações anatómicas do pénis, anemia falciforme, mieloma múltiplo ou leucemia; estão a tomar determinados medicamentos, como ritonavir, para o vírus de imunodeficiência humana (VIH), nitratos, por exemplo, para a insuficiência cardíaca, e riociguate, para a hipertensão pulmonar, entre outros. A disfunção erétil está relacionada com diversos fatores, incluindo doenças cardiovasculares, metabólicas e psicológicas. Antes de se iniciar um tratamento, é necessária uma avaliação médica e, eventualmente, exames complementares de diagnóstico. O modelo de dispensa baseado numa checklist realizada em farmácia não pode substituir esta avaliação, nem permite assegurar um diagnóstico clínico rigoroso. A organização de consumidores estranha também que a dispensa sem receita médica se aplique apenas à dose de 50 miligramas, mantendo-se a necessidade de prescrição para a de 25 miligramas. Embora a dosagem recomendada seja de 50 miligramas, a mesma pode ser ajustada para 25 miligramas, em função da resposta e da tolerabilidade do utente.

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Na União Europeia, as apreensões de medicamentos ilegais incluem anticonvulsivantes, opioides sintéticos (como tramadol e fentanil), fármacos anticancerígenos, substâncias dopantes, antivirais, hipnóticos, ansiolíticos e produtos para a disfunção erétil. A tendência revela o perigo crescente da compra de medicamentos sem consulta médica, reforçando a importância da regulação e supervisão do setor. Nos últimos anos, as apreensões de medicamentos para a disfunção erétil têm vindo a diminuir. Em 2022, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) intercetou 113.584 unidades, um número que caiu para 77.721 em 2023 e voltou a baixar para 61.312 em 2024. Já este ano, até ao final de abril, foram apreendidas 7.011 unidades.

Indicações do Viagra**

Todos estes produtos foram posteriormente analisados pelo Infarmed, que reforça o alerta para os riscos da comercialização ilegal de medicamentos. Segundo o Infarmed, o consumo de sildenafil tem vindo a crescer em Portugal nos últimos anos. Em 2022, foram dispensadas 245.656 embalagens, número que aumentou para 252.086 em 2023 e, em 2024, atingiu 258.542 unidades, refletindo uma procura cada vez maior por este tratamento. Neste cenário, se o doente necessitar de reduzir a dose para 25 miligramas, terá de recorrer ao médico. A DECO PROteste sempre defendeu o acesso facilitado aos tratamentos pelos utentes. Contudo, o acesso deve fazer-se com segurança, eficácia e rigor clínico, para que os medicamentos certos cheguem às pessoas certas, com o menor risco possível.

Qual é a duração da pílula azul?

As perguntas, em geral, pretendem aferir o risco cardiovascular, bem como a existência de outras doenças e de interações medicamentosas. A informação recolhida permite concluir se o medicamento pode ou não ser dispensado ao utente. De modo a garantir a privacidade no momento de aplicação do protocolo de dispensa e da checklist, para que a pessoa possa responder sem constrangimentos, o atendimento deve ser realizado num gabinete e não ao balcão. De acordo com o protocolo, o sildenafil de 50 mg de venda livre apenas pode ser dispensado a homens com 18 anos ou mais que sofram de disfunção erétil, isto é, dificuldade persistente em manter uma ereção suficiente para permitir um desempenho sexual satisfatório. Além disso, impõe uma série de restrições à toma.

Tendo sob a nossa responsabilidade instrumentos analíticos de elevada precisão, o nosso trabalho é minucioso e perfecionista. Em cada situação, seja ela a reparação, calibração, ou manutenção, estamos focados no pormenor desde o estudo do equipamento e respetiva avaliação até aos testes finais.

Assim, não devem usar Viagra e respetivos genéricos não sujeitos a receita médica homens que, entre outras condições: têm alergia ao sildenafil ou a outro componente do fármaco; tomam uma dose diferente de sildenafil ou estão a fazer outro tratamento para a disfunção erétil; têm problemas cardiovasculares, como os que sofreram um acidente vascular cerebral ou enfarte do miocárdio há menos de seis meses ou tenham histórico familiar destas doenças; sentem falta de ar significativa ou dores no peito ao fazer atividade física ligeira ou moderada, como caminhar em passo rápido durante 20 minutos ou subir dois lanços de escadas; têm hipotensão, isto é, tensão arterial inferior a 90/50 milímetros de mercúrio (mmHg); têm deformações anatómicas do pénis, anemia falciforme, mieloma múltiplo ou leucemia; estão a tomar determinados medicamentos, como ritonavir, para o vírus de imunodeficiência humana (VIH), nitratos, por exemplo, para a insuficiência cardíaca, e riociguate, para a hipertensão pulmonar, entre outros. A disfunção erétil está relacionada com diversos fatores, incluindo doenças cardiovasculares, metabólicas e psicológicas. Antes de se iniciar um tratamento, é necessária uma avaliação médica e, eventualmente, exames complementares de diagnóstico. O modelo de dispensa baseado numa checklist realizada em farmácia não pode substituir esta avaliação, nem permite assegurar um diagnóstico clínico rigoroso. A organização de consumidores estranha também que a dispensa sem receita médica se aplique apenas à dose de 50 miligramas, mantendo-se a necessidade de prescrição para a de 25 miligramas.

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Embora a dosagem recomendada seja de 50 miligramas, a mesma pode ser ajustada para 25 miligramas, em função da resposta e da tolerabilidade do utente. Neste cenário, se o doente necessitar de reduzir a dose para 25 miligramas, terá de recorrer ao médico. A DECO PROteste sempre defendeu o acesso facilitado aos tratamentos pelos utentes. Contudo, o acesso deve fazer-se com segurança, eficácia e rigor clínico, para que os medicamentos certos cheguem às pessoas certas, com o menor risco possível. E já existem mecanismos que facilitam esse acesso. E já existem mecanismos que facilitam esse acesso. No caso comprar viagra mujeres das doenças crónicas ou de tratamentos de longa duração, o médico pode prescrever fármacos para 12 meses, através de receita eletrónica, permitindo às farmácias dispensá-los de forma faseada e, assim, acompanhar a terapêutica. Este modelo poderia ser aplicado para assegurar o acesso ao sildenafil após o diagnóstico médico. Assim, a DECO PROteste defende que, tal como as dosagens de 25 e 100 miligramas, o sildenafil de 50 miligramas apenas seja dispensado com prescrição médica – o modelo agora proposto não garante o rigor clínico necessário para o diagnóstico e o tratamento da disfunção erétil. A articulação entre médicos e farmacêuticos, através dos mecanismos já disponíveis no Serviço Nacional de Saúde, permite conciliar o acesso facilitado e a segurança do doente. O Infarmed- Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde já autorizou a venda do Viagra, na dosagem de 50 mg, sem necessidade de receita médica, mantendo, no entanto, a exclusividade de comercialização nas farmácias comunitárias.

  • O Viagra foi originalmente desenvolvido para tratar a hipertensão pulmonar
  • O efeito na ereção foi descoberto acidentalmente durante os ensaios clínicos
  • O medicamento foi aprovado em Portugal em 1998
  • O nome comercial Viagra é uma marca registada da Pfizer
  • O princípio ativo é o citrato de sildenafil

A decisão abrange todos os medicamentos cuja substância ativa seja o sildenafil, ou seja, também os seus genéricos, permitindo que passem a ser classificados como medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM).

Sinal de alerta O que observar Risco associado
Preço excessivamente baixo Valor muito inferior ao das farmácias Produto contrafeito
Falta de blister individual Comprimidos soltos ou em embalagem genérica Origem duvidosa
Erros ortográficos na embalagem Palavras mal escritas ou logótipos desalinhados Falsificação grosseira
Ausência de número de lote e validade Embalagem sem informação de rastreio Produto ilegal
Pagamento apenas por transferência Recusa de métodos de pagamento seguros Burla financeira

Esta medida já está em vigor noutros países europeus como, por exemplo, a Noruega, Suíça, Polónia, e o Reino Unido. No caso britânico, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde justificou a decisão, implementada em 2017, com base numa consulta pública, bem como na avaliação de que os benefícios da acessibilidade do medicamento superavam os potenciais riscos. No Reino Unido, cabe aos farmacêuticos avaliar se o medicamento pode ser vendido em segurança a homens com mais de 18 anos. Para além da venda, os profissionais de farmácia dão aconselhamento sobre a disfunção erétil, o uso correto do fármaco, os potenciais efeitos secundários e a necessidade de consulta médica adicional.

  • O Viagra só deve ser comprado com receita médica válida em Portugal
  • As farmácias portuguesas exigem receita para dispensar sildenafil
  • Comprar Viagra sem receita é ilegal e pode trazer riscos para a saúde
  • A consulta médica prévia é essencial para avaliar a função cardíaca

No entanto, existem restrições: o Viagra não pode ser vendido a homens com doença cardíaca grave ou alto risco cardiovascular, insuficiência hepática ou renal severa, ou que estejam a tomar medicamentos que possam causar reações adversas em combinação com o sildenafil. A recomendação padrão é a administração de 50 mg do medicamento, cerca de uma hora antes da relação sexual, não devendo ser tomado mais do que um comprimido por dia. Em Portugal, os detalhes para a implementação da medida e as regras para a dispensa do medicamento constam do protocolo publicado pelo Infarmed, que contou com a colaboração da Ordem dos Farmacêuticos na sua elaboração e é semelhante ao do Reino Unido. Segundo o Infarmed, a dispensa vai ser apoiada em ferramentas de prevenção de risco que incluem: “materiais de apoio à dispensa, nomeadamente um guia e uma checklist de apoio; um cartão para o utente, a ser dispensado após preenchimento da checklist, com a informação de que deve consultar o médico dentro de 6 meses (independentemente do medicamento ter sido dispensado ou não); a realização do estudo do tipo Registo (Patient Registry Study) pós-comercialização; e dispensa no máximo de uma embalagem de 8 unidades. A nova classificação do Viagra em Portugal e dos seus genéricos como MSNRM não é consensual. Pedro Nogueira da Silva, médico urologista/ andrologista, tem algumas reservas. “Acho que, por princípio, é um mau princípio. Porque estamos a falar de um medicamento que, como todos os medicamentos, tem as suas indicações próprias e contraindicações. Por isso, não faz sentido permitirmos, vou chamar-lhe livre-arbítrio, o acesso sem uma pré-avaliação médica”, sustentou, frisando que a disfunção eréctil é uma doença que precisa de acompanhamento médico.

  • Em Portugal, o Viagra original custa cerca de 10 a 12 euros por comprimido
  • Os genéricos de sildenafil custam entre 3 a 6 euros por comprimido
  • O preço varia conforme a dosagem e a farmácia
  • Algumas farmácias oferecem descontos em embalagens maiores
  • O medicamento pode ser comparticipado pelo SNS em certos casos

“O tratamento da disfunção erétil é mais do que tomar Viagra, porque dificilmente ela tem uma causa única. Pode ter causas, por exemplo, relacionadas com doenças psicogénicas”, argumentou. Porém, Hélder Mota Filipe, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, explica que a dispensa a comercialização não será feita ao balcão, mas sim num gabinete de aconselhamento que todas as farmácias já são obrigadas a ter e mediante regras. Segundo Hélder Mota Filipe, apesar de sildenafil passar a ser um MNSRM, o farmacêutico tem de aplicar o protocolo que obriga a despistar eventuais contraindicações, relacionadas com a saúde da pessoa, interações com medicamentos que possa tomar e reações adversas e aconselhar a visita a um médico para seguimento.

O que devo fazer quando me esquecer de usar o viagra?

Pedro Nogueira da Silva, médico urologista/ andrologista, tem algumas reservas. “Acho que, por princípio, é um mau princípio. Porque estamos a falar de um medicamento que, como todos os medicamentos, tem as suas indicações próprias e contraindicações. Por isso, não faz sentido permitirmos, vou chamar-lhe livre-arbítrio, o acesso sem uma pré-avaliação médica”, sustentou, frisando que a disfunção eréctil é uma doença que precisa de acompanhamento médico. “O tratamento da disfunção erétil é mais do que tomar Viagra, porque dificilmente ela tem uma causa única.

Instalação e arranque dos equipamentos;

Pode ter causas, por exemplo, relacionadas com doenças psicogénicas”, argumentou. Porém, Hélder Mota Filipe, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, explica que a dispensa a comercialização não será feita ao balcão, mas sim num gabinete de aconselhamento que todas as farmácias já são obrigadas a ter e mediante regras. Segundo Hélder Mota Filipe, apesar de sildenafil passar a ser um MNSRM, o farmacêutico tem de aplicar o protocolo que obriga a despistar eventuais contraindicações, relacionadas com a saúde da pessoa, interações com medicamentos que possa tomar e reações adversas e aconselhar a visita a um médico para seguimento. O Bastonário considera positiva esta medida e sublinha “a vantagem de permitir um acesso mais facilitado dos utentes a este medicamento, uma dispensa segura, tendo em conta a aplicação do protocolo pelo farmacêutico”, e o facto de evitar “o recurso, que é um comprar viagra sem prescricao clássico, nesta classe de medicamentos, à internet”. “Os medicamentos para a disfunção erétil, nomeadamente, o sildenafil, é o mais falsificado”, afirmou o mesmo responsável, sublinhando o perigo para a saúde de um medicamento falsificado.

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De acordo com um relatório da Europol – Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, intitulado “Ameaça do crime farmacêutico na União Europeia e fora dela”, a falsificação de produtos médicos representa uma ameaça direta para a saúde pública, além de gerar enormes perdas financeiras para as empresas legítimas. Segundo o documento, o mercado ilícito de medicamentos falsificados inclui fármacos com qualidade inferior, rótulos falsos e substâncias adulteradas, impactando a credibilidade da indústria farmacêutica e prejudicando investimentos em investigação. Além disso, o crime farmacêutico tem implicações na segurança sanitária, afetando não só os consumidores individuais, mas também sistemas de saúde nacionais. A Europol alerta que redes criminosas produzem estes medicamentos em laboratórios improvisados e sem condições de higiene adequadas, misturando ingredientes tóxicos ou em proporções inadequadas. A produção ilícita representa ainda riscos ambientais, devido à contaminação do ar, do solo e da água decorrente da eliminação dos resíduos do fabrico. O Bastonário considera positiva esta medida e sublinha “a vantagem de permitir um acesso mais facilitado dos utentes a este medicamento, uma dispensa segura, tendo em conta a aplicação do protocolo pelo farmacêutico”, e o facto de evitar “o recurso, que é um comprar viagra sem prescricao clássico, nesta classe de medicamentos, à internet”.

Posso comprar Viagra sem receita?

No caso comprar viagra mujeres das doenças crónicas ou de tratamentos de longa duração, o médico pode prescrever fármacos para 12 meses, através de receita eletrónica, permitindo às farmácias dispensá-los de forma faseada e, assim, acompanhar a terapêutica. Este modelo poderia ser aplicado para assegurar o acesso ao sildenafil após o diagnóstico médico. Assim, a DECO PROteste defende que, tal como as dosagens de 25 e 100 miligramas, o sildenafil de 50 miligramas apenas seja dispensado com prescrição médica – o modelo agora proposto não garante o rigor clínico necessário para o diagnóstico e o tratamento da disfunção erétil. A articulação entre médicos e farmacêuticos, através dos mecanismos já disponíveis no Serviço Nacional de Saúde, permite conciliar o acesso facilitado e a segurança do doente. O Infarmed- Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde já autorizou a venda do Viagra, na dosagem de 50 mg, sem necessidade de receita médica, mantendo, no entanto, a exclusividade de comercialização nas farmácias comunitárias.

Compreender o Viagra**

A decisão abrange todos os medicamentos cuja substância ativa seja o sildenafil, ou seja, também os seus genéricos, permitindo que passem a ser classificados como medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM). Esta medida já está em vigor noutros países europeus como, por exemplo, a Noruega, Suíça, Polónia, e o Reino Unido. No caso britânico, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde justificou a decisão, implementada em 2017, com base numa consulta pública, bem como na avaliação de que os benefícios da acessibilidade do medicamento superavam os potenciais riscos. No Reino Unido, cabe aos farmacêuticos avaliar se o medicamento pode ser vendido em segurança a homens com mais de 18 anos. Para além da venda, os profissionais de farmácia dão aconselhamento sobre a disfunção erétil, o uso correto do fármaco, os potenciais efeitos secundários e a necessidade de consulta médica adicional.

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No entanto, existem restrições: o Viagra não pode ser vendido a homens com doença cardíaca grave ou alto risco cardiovascular, insuficiência hepática ou renal severa, ou que estejam a tomar medicamentos que possam causar reações adversas em combinação com o sildenafil. A recomendação padrão é a administração de 50 mg do medicamento, cerca de uma hora antes da relação sexual, não devendo ser tomado mais do que um comprimido por dia. Em Portugal, os detalhes para a implementação da medida e as regras para a dispensa do medicamento constam do protocolo publicado pelo Infarmed, que contou com a colaboração da Ordem dos Farmacêuticos na sua elaboração e é semelhante ao do Reino Unido. Segundo o Infarmed, a dispensa vai ser apoiada em ferramentas de prevenção de risco que incluem: “materiais de apoio à dispensa, nomeadamente um guia e uma checklist de apoio; um cartão para o utente, a ser dispensado após preenchimento da checklist, com a informação de que deve consultar o médico dentro de 6 meses (independentemente do medicamento ter sido dispensado ou não); a realização do estudo do tipo Registo (Patient Registry Study) pós-comercialização; e dispensa no máximo de uma embalagem de 8 unidades. A nova classificação do Viagra em Portugal e dos seus genéricos como MSNRM não é consensual. “Os medicamentos para a disfunção erétil, nomeadamente, o sildenafil, é o mais falsificado”, afirmou o mesmo responsável, sublinhando o perigo para a saúde de um medicamento falsificado. De acordo com um relatório da Europol – Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, intitulado “Ameaça do crime farmacêutico na União Europeia e fora dela”, a falsificação de produtos médicos representa uma ameaça direta para a saúde pública, além de gerar enormes perdas financeiras para as empresas legítimas. Segundo o documento, o mercado ilícito de medicamentos falsificados inclui fármacos com qualidade inferior, rótulos falsos e substâncias adulteradas, impactando a credibilidade da indústria farmacêutica e prejudicando investimentos em investigação. Além disso, o crime farmacêutico tem implicações na segurança sanitária, afetando não só os consumidores individuais, mas também sistemas de saúde nacionais. A Europol alerta que redes criminosas produzem estes medicamentos em laboratórios improvisados e sem condições de higiene adequadas, misturando ingredientes tóxicos ou em proporções inadequadas. A produção ilícita representa ainda riscos ambientais, devido à contaminação do ar, do solo e da água decorrente da eliminação dos resíduos do fabrico.

  • O Viagra não é um estimulante sexual, mas sim um vasodilatador
  • A disfunção erétil pode ter causas físicas ou psicológicas
  • O médico de família pode prescrever Viagra após avaliação
  • O medicamento não deve ser tomado com nitratos para problemas cardíacos
  • Os efeitos secundários incluem dores de cabeça e rubor facial

Na União Europeia, as apreensões de medicamentos ilegais incluem anticonvulsivantes, opioides sintéticos (como tramadol e fentanil), fármacos anticancerígenos, substâncias dopantes, antivirais, hipnóticos, ansiolíticos e produtos para a disfunção erétil. A tendência revela o perigo crescente da compra de medicamentos sem consulta médica, reforçando a importância da regulação e supervisão do setor. Nos últimos anos, as apreensões de medicamentos para a disfunção erétil têm vindo a diminuir. Em 2022, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) intercetou 113.584 unidades, um número que caiu para 77.721 em 2023 e voltou a baixar para 61.312 em 2024. Já este ano, até ao final de abril, foram apreendidas 7.011 unidades. Todos estes produtos foram posteriormente analisados pelo Infarmed, que reforça o alerta para os riscos da comercialização ilegal de medicamentos. Segundo o Infarmed, o consumo de sildenafil tem vindo a crescer em Portugal nos últimos anos. Em 2022, foram dispensadas 245.656 embalagens, número que aumentou para 252.086 em 2023 e, em 2024, atingiu 258.542 unidades, refletindo uma procura cada vez maior por este tratamento.